Resiliência animal

Resiliência animal- Aproveitando o poder de resiliência das plantas

A resiliência das plantas, quando expostas a condições estressantes, determina sua sobrevivência. Uma das estratégias chave para a resiliência dos animais pode ser a resposta à questão: O que está ajudando as plantas a se adaptarem às mudanças climáticas, ataques de patógenos microbianos, pragas e outros estressores?

Resiliência uma característica chave para a sobrevivência

Resiliência é um nome moderno para uma característica inerente. Sempre foi crucial para a sobrevivência se recuperar rapidamente de desafios e estressores e continuar vivendo. Isto é o que define a resiliência em plantas, animais, seres humanos e organizações. Quanto mais rápido você se adapta ou quanto menores forem os impactos dos desafios e estressores no funcionamento normal, maior a chance de sobrevivência a longo prazo. Quanto mais resiliente você for, menos suporte externo você precisa, e mais consistente e eficiente é o seu desempenho. Isso significa que a resiliência é uma vantagem competitiva chave, particularmente em situações estressantes e tempos de mudança.

Por que a resiliência é importante na produção animal

Há uma grande quantidade de atividades e estudos atualmente focados para aumentar a resiliência das plantas. No caso de animais, este tema está um tanto quanto atrasado, mas vem se acelerando por razões muito semelhantes. Mudanças climáticas, demandas de redução no uso de produtos químicos e promotores de crescimento antibióticos, preocupações crescentes para o bem-estar animal e um rápido declínio na disponibilidade de mão de obra qualificada na produção animal estão trazendo os geneticistas de volta à prancheta. Todos essencialmente concordam: a seleção continuada para um maior desempenho, na ausência de consideração para a capacidade adaptativa dos animais para lidar com os estressores, resultará em maior susceptibilidade ao estresse e à enfermidades. As possibilidades de seleção genética junto a outras alternativas para melhorar a capacidade adaptativa dos animais estão atualmente sendo exploradas em vários projetos de pesquisa em todo o mundo para aumentar a resiliência dos animais.

Extração da resiliência das plantas

À medida que as plantas evoluíram, desenvolveram mecanismos de enfrentamento muito sofisticados contra os estressores, o que as ajudaram a serem mais resilientes diante de estressores e ameaças à sobrevivência.

A exposição das plantas à condições ambientais desfavoráveis aumenta a produção de espécies reativas de oxigênio (EROs). Como resultado, o processo de desintoxicação destes componentes é essencial para a proteção da célula vegetal contra o efeito tóxico das EROs. Os sistemas de desintoxicação das EROs nas plantas incluem antioxidantes enzimáticos e não enzimáticos. Os antioxidantes não enzimáticos envolvidos incluem compostos fenólicos, flavonoides, alcaloides, tocoferol e carotenoides. Os sistemas de defesa antioxidante trabalham em conjunto para controlar a cascata de oxidação descontrolada e proteger as células vegetais contra danos oxidativos por eliminação das EROs.

Além de antioxidantes, as plantas contêm uma infinidade de substâncias bioativas, com uma variedade de propriedades comprovadas, tais como anti-inflamatórios, antimicrobianos e aromáticos, que fazem parte de seus mecanismos de resiliência para a sobrevivência e defesa. A combinação de muitas substâncias torna as plantas polivalentes a diferentes estressores e ameaças à sobrevivência.

Muitas plantas produzem óleos essenciais, que contêm essas substâncias bioativas para protegê-las de estressores e doenças em uma forma mais concentrada. Os óleos essenciais são óleos voláteis, que podem ser extraídos de plantas por destilação. Estes óleos têm uma longa história como conservantes de alimentos e hoje muitos deles são classificados como geralmente reconhecido como seguro (GRAS) pela Food and Drug Administration (FDA).

Aplicando o segredo das plantas para dar suporte a resiliência dos animais

Em nível celular, os animais experimentam um tipo similar de reações ao estresse que as plantas. Estressores como calor, mudanças nas dietas, desmame, período de transição e micotoxinas causarão um aumento na produção das EROs, desencadeando respostas inflamatórias e aumentando a permeabilidade das células no intestino. Isto pode resultar em um animal mais suscetível a enfermidades.
Extrair óleos essenciais de plantas que contenham os mesmos componentes bioativos que estão ajudando as plantas a lidar e resistir a estressores e aplicá-los aos conceitos de nutrição animal, pode dar suporte a resiliência dos animais. Os ativadores de agilidade de adaptação intestinal são novos conceitos nutricionais baseados em alguns dos mecanismos da resiliência das plantas e são projetados especificamente para melhorar a adaptabilidade do animal aos estressores. Isso então fornece uma maneira de dar suporte a resiliência dos animais por meios nutricionais.

Artigos relacionados

Resiliência – valor econômico na produção animal

Estratégias para maior robustez e persistência de postura em poedeiras

Escassez de trabalho impulsiona a necessidade de resiliência na produção de leite
Resiliência vegetal extraída