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Estresse calórico no verão – Suas aves estão preparadas?

O estresse calórico é um dos fatores ambientais mais importantes que afetam o desempenho do frango. Um dos principais efeitos é a redução do consumo de ração, com posteriores quedas na taxa de crescimento, na qualidade dos ovos e na produção de ovos. Os frangos submetidos a estresse calórico crônico tiveram uma redução significativa do consumo de ração de -16,4%. Muitos estudos mostraram desempenho deficiente de crescimento em frangos submetidos a estresse por calor. Em galinhas poedeiras, um período de estresse de 12 dias causou uma redução de consumo diário de 28,58 g / ave, resultando em um decréscimo de 28,8% na produção de ovos. Em geral, as aves reagem de maneira semelhante ao estresse calórico, mas expressam variação individual de intensidade e duração das respostas, que também podem ser afetadas pela intensidade e duração do evento de estresse calórico. Evidências crescentes indicam que grande parte da variação na resposta ao estresse térmico é aparentemente baseada na genética.

Sob altas temperaturas, enquanto a ave tenta manter sua homeostase térmica, são produzidos elevados níveis de espécies reativas de oxigênio (EROs), resultando em estresse oxidativo. Para tentar se proteger dos efeitos deletérios das EROs celulares se inicia a produção e liberação de proteínas de choque térmico (HSP).

O estresse oxidativo é o ponto de partida do processo da permeabilidade intestinal disfuncional. Sob condições de estresse calórico, concentrações aumentadas de EROs ocorrem, levando ao aumento da permeabilidade intestinal, o que, por sua vez, facilita a translocação de bactérias do trato intestinal e inflamação.

O impacto negativo do estresse calórico no desempenho das aves, impõe aos produtores implementarem estratégias de manejo adequadas para minimizar as perdas de produção causadas pelo estresse térmico na indústria avícola.

Resiliência ao calor em frangos

Como os objetivos de melhoramento genético do frango moderno aumentaram a eficiência da produção, a suscetibilidade ao estresse calórico também aumentou. Assim, no atual cenário climático em constante mudança, os pesquisadores estão procurando uma solução permanente para o estresse calórico, a fim de dar suporte a produção avícola a longo prazo. Diferenças entre genótipos de frango em se tratando de resiliência ao calor fornecem evidências para a possibilidade de intervenção genética neste tema.

Diversos genes de termotolerancia já foram identificados por pesquisadores como o gene do pescoço pelado, o gene de plumas arrepiadas ou o gene anão, que tornou a ave resistente ao estresse térmico através de empenamento lento e reduzido, arrepiamento das penas, de modo a melhorar a dissipação de calor e redução no tamanho corporal para minimizar a produção de calor metabólico. Outros genes foram identificados aumentam a tolerância térmica das aves sem comprometer o potencial de produção.

Nutrição para a resiliencia ao estresse calórico

Novos conceitos nutricionais, como os ativadores de agilidade de adaptação intestinal, são projetados para dar suporte a capacidade adaptativa e, portanto, a resiliência da ave por meios nutricionais. Eles ajudam a ave a se adaptar aos desafios nutricionais minimizando as reações de estresse, incluindo o estresse oxidativo e a redução do consumo de ração, que de outra forma afetariam o desempenho, a saúde e o bem-estar da ave. O ativador de agilidade de adaptação intestinal Anco FIT Poultry demonstrou manter altos consumos de ração e reduzir o estresse oxidativo em aves sob estresse calórico em comparação com animais controle e, assim, manter uma maior performance de crescimento.