Extratos vegetais na nutrição animal – Por que a formulação importa

Extratos vegetais são muitas vezes colocados no mesmo cesto, quando na verdade existem muitos tipos diferentes de ervas e especiarias que poderiam ser usados em produtos formulados para uso em ração animal. Além disso, há uma infinidade de possibilidades para combiná-los e fatores adicionais que diferenciarão produtos que contenham extratos vegetais formulados para uso em rações animais. Assim, a realidade é que eles não são todos iguais.

O tipo e a combinação de extratos vegetais é apenas um dos fatores que determina a função e eficácia do que é atualmente comercializado para ração animal como “extratos vegetais”.  O que parece promissor em um experimento in vitro pode nem sempre ser prático e econômico in vivo.  A questão sempre será: os extratos vegetais foram testados em diferentes doses no animal e em que espécie?

Aqui estão 3 dos principais fatores que precisam ser considerados ao formular e projetar soluções nutricionais baseadas em extratos vegetais.

1.Função

Ervas e Especiarias têm muitos componentes bioativos diferentes com diferentes propriedades e funções. Até seus óleos essenciais podem ter algo como 80 componentes diferentes. As plantas evoluíram para lidar com estressores e muitos desses componentes têm um papel protetor que dá suporte a resiliência das plantas, mas também evoluíram para atrair polinizadores para propagação. Assim, quando você combina extratos vegetais derivados de uma série de ervas e especiarias diferentes você pode ter um coquetel de substâncias bioativas e seu efeito também será determinado em efeitos sinérgicos e não apenas concentrações de componentes individuais. Novas tecnologias de pesquisa têm facilitado uma compreensão mais aprofundada do modo de ação dos extratos vegetais e seus componentes no nível animal. Como resultado, agora é possível formular extratos vegetais com uma ideia mais precisa do resultado para sua função e na resposta do animal, em vez de apenas trabalhar em uma abordagem caixa preta. Isso está acelerando o processo de desenvolvimento e avaliação de produtos. Também proporciona maior potencial para diferenciação na função entre os produtos por meio do conhecimento da formulação dentro da categoria de extratos vegetais.

2.Sabor

A maioria dos extratos vegetais tem propriedades sensoriais e vêm com um sabor distinto. Isso por si só pode determinar o quão eficaz o produto será e quanto dele você pode aplicar à alimentação animal, porque o sabor pode afetar a ingestão de ração não apenas de forma positiva.  Por exemplo, extratos vegetais com um forte gosto amargo podem levar a uma menor aceitação da ração em suínos. Mais uma vez, isso vai depender da dosagem, mas é possível aplicar a dosagem necessária para alcançar o efeito desejado em suínos sem ter um impacto negativo na ingestão de ração? Somente testes de resposta de dose in vivo fornecerão a resposta. Por isso, é importante entender quais compostos de extração vegetal podem ter um impacto negativo na ingestão de ração e encontrar maneiras de determinar a dose aceitável ou mascarar seu gosto.

3.Concentração/dosagem de extratos vegetais

Concentrações de componentes individuais na fórmula e concentrações finalmente adicionadas à alimentação determinam a dosagem necessária para alcançar a resposta desejada no animal. Os ensaios de dose resposta são necessários para determinar a dosagem ideal e mais econômica. Como é o caso de outros tipos de aditivos nutricionais, mais nem sempre é sinônimo de melhor em termos de desempenho. O que existe é uma dose mínima necessária para ter um impacto sobre o animal.

Estes são apenas alguns dos fatores a serem considerados ao formular produtos com extratos vegetais, destacando que a forma como eles são formulados importa, e a palavra final fica com os animais.

Artigos relevantes

Resiliência animal – Aproveitando o poder da resiliência da planta

Evolução na avaliação da fitogenics

Intervalo desmama – cio em porcas com um ativador de agilidade intestinal

O intervalo desmama – cio é chave para melhorar os índices de nascimentos e aumentar o tamanho das leitegadas subsequentes. O estresse calórico é um dos fatores conhecido por ter um impacto significativo nos intervalos desmama – cio. Um ativador de agilidade intestinal foi avaliado em dietas comerciais de porcas para observação da resposta no desempenho reprodutivo pós desmame em clima quente.

Fatores que afetam o intervalo desmama – cio

O intervalo desmama – cio é economicamente relevante pois afeta o número de dias não produtivos e, consequentemente, o custo de manutenção e a eficiência da porca. Os métodos de detecção e a capacidade dos técnicos em reprodução desempenham um papel importante para este parâmetro, porém existem outros fatores que precisam de um gerenciamento cuidadoso e otimização para garantir curtos intervalos desmama – cio.

A duração da lactação por exemplo, precisa ser otimizada uma vez que quanto menor o período de lactação, maior a probabilidade de o intervalo desmama – cio ser aumentado. A ingestão adequada de ração, especialmente durante os primeiros 7 a 10 dias de lactação é fundamental para repor as reservas corporais que controlam o desempenho reprodutivo subsequente. É também por isso que muitos estudos demonstram que altas temperaturas ambientais prolongam os intervalos desmama – cio reduzindo as taxas de prenhez por impactarem na ingestão de ração da porca na lactação. Um bom projeto de ventilação e sistemas de resfriamento suplementar na maternidade e a ingestão adequada de água também desempenham papel importante.

Impacto do estresse térmico no intervalo desmama – cio.

Pesquisadores relataram aumento do intervalos desmama – cio de 2 a 4 dias em porcas sob temperaturas >35°C versus <30°C. Outros mostraram que valores altos no índice de umidade e temperatura (IUT > 82) resultou em uma maior porcentagem de primíparas e multíparas com um intervalo de desmasme – cio  > 8 dias. Isso foi explicado em parte devido à redução da ingestão de ração em resposta às altas temperaturas particularmente durante a lactação.

Estudos mais recentes mediram o impacto do estresse térmico em porcas sobre o status oxidativo em diferentes estágios do ciclo reprodutivo e relataram aumento do estresse oxidativo em porcas ao redor do final da gestação em porcas mantidas sob temperaturas acima de 25°C em comparação com porcas mantidas a temperaturas mais moderadas. Isso foi associado à redução do desempenho reprodutivo na forma de diminuição do tamanho das leitegadas ao nascimento e ao desmame.

O aumento do estresse oxidativo pode, no entanto, também levar a um aumento das respostas inflamatórias na porca e um aumento na demanda de energia de manutenção, o que novamente poderia ter um impacto no intervalo desmama – cio.

Efeito de Anco FIT no desempenho reprodutivo pós-desmame

O ativador de agilidade intestinal Anco FIT foi avaliado em um teste desenhado para observar o impacto no desempenho reprodutivo anual de porcas na fase depós-desmame em uma granja comercial em Córdoba, Argentina.

Desenho do teste

Anco FIT foi incluído às dietas de lactação durante um ano a partir de setembro de 2019 em uma granja comercial com 380 fêmeas. Foram monitorados mensalmente os principais indicadores de desempenho pós desmame, como o intervalo desmame – cio e percentual de repetições de cio, até agosto de 2020. Nem uma outra alteração na dieta foi feita durante este período. O desempenho foi comparado ao do ano anterior onde não havia Anco FIT nas dietas.

Resultados

A inclusão de Anco FIT às dietas reduziu a média anual de intervalo desmama – cio em 31% (11,6  vs  8,0 dias) e repetição de cio em  24%. A melhora observada em repetições de cio foi particularmente acentuada nos meses de verão  (novembro a março) (10,4% vs 6,3%).

Conclusão

A suplementação com  Anco FIT para porcas durante a gestação e lactação melhorou os principais parâmetros anuais de desempenho reprodutivo pós-desmame e o impacto foi particularmente mais evidente durante os meses de verão, que são os mais quentes na Argentina..

Os resultados podem, em certa medida, ser explicados pela melhoria na ingestão de ração de lactação das porcas sob condições de estresse calórico, como demonstrado em um ensaio anterior na fase de lactação com Anco FIT.  Além disso, Anco FIT inclui componentes com propriedades antioxidantes que podem ter auxiliado a redução do impacto negativo do estresse oxidativo nas porcas em estágios cruciais do ciclo reprodutivo e disponibilizado mais energia para o desempenho reprodutivo.

Artigos relacionados

 Nutrição de porcas e leitões para resiliência de leitões ao estresse pos desmame.

Estresse térmico em porcas – melhor desempenho de lactação com Anco FIT

Estresse calórico  em suínos – soluções nutricionais que funcionam

Estresse calórico em suínos – intervenções nutricionais que funcionam

O estresse calórico em suínos pressiona economicamente a produção de suínos em muitos países do mundo e as mudanças climáticas atuais aumentaram a prevalência e a intensidade do estresse calórico. As intervenções nutricionais que dão suporte aos mecanismos de resiliência representam uma estratégia prática, adaptável e econômica para mitigar os efeitos negativos do estresse calórico e melhorar a produtividade animal.

Perdas econômicas por estresse calórico em suínos

Comparado a outros animais, os suínos são mais sensíveis ao estresse calórico devido à sua alta produção de calor metabólico, deposição rápida de gordura e falta de glândulas sudoríparas. As perdas econômicas induzidas pelo estresse calórico resultam em crescimento reduzido e inconsistente, baixo desempenho das matrizes e aumento da mortalidade e morbidade. Só nos EUA, o estresse calórico está custa aos suinocultores cerca de US$ 50 a US$ 60 por animal a cada ano. As regiões ao redor do mundo mais afetadas pelas mudanças climáticas provavelmente verão um aumento nos efeitos prejudiciais do estresse calórico na produção e bem-estar animal no futuro. Soma se a isto a seleção genética para o aumento do tamanho das leitegadas e fenótipos mais magros o que leva a um aumento da sensibilidade térmica em suínos devido ao aumento da produção de calor basal.

Estresse calórico de verão em porcas

As porcas sofrem de estresse calórico em temperaturas ambientais acima de 25°C. O estresse calórico nas porcas é demonstrado pela ingestão de ração reduzida, podendo chegar a 655 g/dia ou mais de 2 kg por dia, com consequências negativas subsequentes para reprodução, produção de leite e crescimento de leitões. Se a porca for mantida sob condições de estresse calórico por um longo período, há o risco de que o animal superaqueça, o que pode levar à morte por hipertermia. Em países com condições tropicais como o Brasil isso é muito comum. Segundo pesquisadores no Brasil, as porcas lactantes de algumas linhas genéticas podem ter até 15% de mortalidade durante os verões brasileiros devido às condições de estresse calórico. Em porcas gestantes existem evidências de que o estresse calórico durante a gestação pode resultar em efeitos negativos no útero sobre as capacidades termorreguladoras da prole.

Estresse calórico na engorda de suínos

Pesquisas mostraram que é preciso apenas 2-6 horas de estresse calórico (37C e 40% de umidade) para comprometer a ingestão de ração e a integridade intestinal em suínos em crescimento. Estudos em suínos em terminação também mostraram estresse oxidativo no fígado em resposta ao estresse térmico crônico a 30 °C. A queda na ingestão de ração em resposta ao estresse calórico aumenta à medida que o peso corporal aumenta. Alguns relatos apontam redução de 15% nas taxas de crescimento em animais de 60 a 100kg criados no Brasil durante os meses de verão em relação a suínos criados durante o inverno.

Intervenções de manejo para estresse calórico em suínos

Abordagens de manejo flexíveis e acessíveis para diminuir imediatamente a suscetibilidade ao estresse térmico sem influenciar negativamente nas características tradicionais de produção são de grande valor para a produção de suínos. No entanto, os custos de introdução de tecnologias de resfriamento ambiental são altos especialmente para os produtores menores.
Suplementação e modificações das dietas são menos custosas, facilmente podem ser estrategicamente ajustadas e adequadas para todos os sistemas de produção

Nutrição

• Considere o incremento calórico da dieta e reduza as fibras e proteína bruta, que geram muito calor.
• Aumente o teor de gordura da dieta
• Alimente os animais durante as horas mais frias do dia
• Forneça acesso ilimitado à água potável e fresca
• Adapte os níveis de vitaminas, minerais e aminoácidos às necessidades dos animais sob estresse calórico

Suporte a mecanismos de resiliência por meios nutricionais

Pesquisas têm aumentado nossa compreensão sobre mecanismos moleculares envolvidos na inflamação e ruptura da barreira intestinal induzida pelo estresse calórico, abrindo assim caminho para estratégias nutricionais para preservar o desempenho fisiológico do intestino. Muitas das consequências negativas que o estresse térmico tem sobre a saúde e produtividade de suínos são mediadas pela redução da integridade da barreira intestinal, que é seguida por respostas inflamatórias.

No nível celular, a hipertermia leva à ruptura da integridade epitelial intestinal, afetando as zonas de oclusão entre os enterócitos. Danos a estas micro estruturas facilitam a transmigração de toxinas e patógenos do intestino através da barreira epitelial, contribuindo para uma resposta inflamatórias exagerada, o que pode piorar ainda mais os danos intestinais. A hipertermia provoca a produção de espécies reativas de oxigênio (ROS). Além disso, também pode prejudicar diretamente o sistema de defesa antioxidante do animal, o que eventualmente leva a estresse oxidativo e danos intracelulares. Estudos em suínos em crescimento têm mostrado uma relação inversa entre o estado oxidativo e o desempenho de crescimento, sendo que animais com maior nível de estresse oxidativo apresentaram pior desempenho.

Soluções nutricionais que têm a capacidade de preservar a homeostase celular, aumentando os sistemas de defesa celular, reduzindo assim o estresse oxidativo e inflamação, bem como a manutenção da integridade intestinal são consideradas capazes de ajudar a proteger os animais contra os efeitos adversos do estresse calórico.

Ativadores de agilidade intestinal são suplementos alimentares que foram especificamente formulados para melhorar a resiliência dos animais, dando suporte ao sistemas de defesa celular e permitindo respostas mais eficientes aos estressores, incluindo o estresse calorico, mitigando assim o impacto no desempenho.

Teste em reprodutoras com Anco FIT durante os meses de verão

Um estudo recente em porcas lactantes realizado nos meses de verão na Argentina, mostrou aumento da ingestão de ração (21%) e melhor desempenho de lactação em porcas suplementadas com o ativador de agilidade intestinal Anco FIT em comparação com porcas com dieta controle.

Publicações relevantes

Não deixe o estresse térmico de verão estragar o apetite das aves de capoeira
Lactação na porca durante o estresse térmico
Além do estresse térmico: interrupção da integridade intestinal e estratégias de intervenção baseadas em mecanismos

A resiliência da granja começa na ave – nutrição para adaptabilidade

A resiliência das granjas está emergindo como um fator-chave de sucesso em tempos de grande incerteza. O setor produtivo lida com muitas incertezas e mudanças. No entanto, a adição de fatores como as mudanças climáticas, a crise de Covid 19 e as rápidas mudanças na demanda dos consumidores, exacerbam a necessidade da capacidade das granjas para absorver choques e se adaptarem às mudanças rapidamente para sobreviver economicamente a longo prazo.

Resiliência das granjas versus otimização

A ideia de resiliência destaca que, a longo prazo, não será suficiente para uma granja somente otimizar a alocação de recursos em condições conhecidas. A resiliência é um conceito que reconhece a imprevisibilidade e enfatiza a necessidade de permitir a adaptabilidade e a “transformabilidade” dos sistemas em vez de otimizá-los.

Uma abordagem de gestão baseada na resiliência surge com sistemas que podem absorver e acomodar eventos futuros que de forma inesperada possam ocorrer, alocando recursos em estratégias que permitam reduzir o impacto de uma ampla variedade de potenciais eventos desconhecidos e identificar oportunidades emergentes, porém, com menos recursos gastos em melhorias de eficiência.

Uma crise, como a Covid 19, pode ser um gatilho para mudanças transformadoras, uma vez que é mais provável que novas formas organizacionais alternativas sejam consideradas.

Nutrição de aves para resiliência

Em um sistema de produção avícola, a resiliência da granja também depende de como as aves podem lidar com desafios nutricionais e ambientais imprevistos. Isso ocorre porque as aves menos resistentes terão maiores flutuações em seu desempenho, levando a uma redução da relação custo/eficiência das dietas e uma menor probabilidade de atingir os objetivos de desempenho. Com a alimentação das aves representando cerca de 70% do custo total dos sistemas de produção, também significa mais variabilidade nos lucros da granja. A menor resiliência das aves também pode levar ao aumento da suscetibilidade da doença, o que pode causar mais perdas a longo prazo.

Pesquisas mostraram que certos suplementos nutricionais podem desempenhar um papel nas estratégias de gestão destinadas a reduzir o impacto dos estressores no bem-estar e no desempenho das aves. Foi comprovados que o ativador de agilidade de adaptação intestinal Anco FIT Poultry melhorou a capacidade de frangos de corte e galinhas poedeiras em lidar com estressores sob típicas condições de campo e melhorar os mecanismos de defesa endógenos das aves para diminuir reações de estresse no nível celular de forma mais eficiente em um ambiente de pesquisa.

Mais resiliência significa menos necessidade de antibióticos

A nutrição das aves para adaptabilidade aumentando a resiliência também pode ajudar a reduzir a necessidade de antibióticos. Minimizar as reações de estresse como redução da integridade intestinal e estresse oxidativo por meios nutricionais também ajuda a reduzir a suscetibilidade das aves a doenças que podem, de outra forma, exigir a necessidade de tratamentos com antibióticos ou o uso de promotores de crescimento antibiótico na ração.

Artigos relevantes

Preparando o intestino de aves para lidar com estressores

Resiliência e por que importa para a gestão agrícola

Experiência com Anco FIT Poultry está crescendo globalmente

 

Não deixe o estresse calórico estragar o apetite das aves no verão

O verão está logo ali e é hora de preparar estratégias para gerenciar o impacto do estresse calórico na eficiência da produção das aves.

Efeito do estresse calórico na ingestão de ração

As aves modernas são particularmente sensíveis aos desafios ambientais associados à temperatura, devido à sua atividade metabólica. A diminuição da ingestão de ração em resposta ao estresse térmico é o ponto de partida para a diminuição do ganho de peso corporal, eficiência alimentar, produção de ovos e qualidade. Pesquisas mostraram que um período de estresse térmico de 12 dias em galinhas poedeiras diminui a ingestão de ração em 29 g/ave, resultando em uma redução de 28,8% na produção de ovos. Outros relataram que para cada aumento de 1, ºC na temperatura entre 21°C e 30°C, o apetite diminui 1,5%, e para cada aumento de 1, ºC na temperatura entre 32°C e 38°C, a redução é de cerca de 4,6% em galinhas poedeiras. Estudos em frangos de corte mostraram que as aves criadas em temperaturas entre (35 e 38 C) tiveram consumo de ração e taxas de crescimento significativamente menores em comparação com as aves criadas em temperaturas ideais.

Mecanismos subjacentes

Há um consenso geral de que peptídeos hormonais intestinais como a Colecistocina (CCK) e Grelina têm um papel a desempenhar na regulação do apetite nas aves. No entanto, o papel desses peptídeos intestinais na regulação do apetite ainda não é totalmente compreendido e há alguma controvérsia sobre como seus papéis fisiológicos podem diferir entre aves e outros vertebrados.

Há pouca informação disponível sobre os mecanismos subjacentes para uma redução da ingestão de ração em resposta ao estresse térmico nas aves. Um estudo que investigou o efeito da exposição ao calor na expressão genética de vários peptídeos reguladores de apetite em galinhas poedeiras relatou um aumento da regulação do mRNA de grelina no hipotálamo, bem como no estômago glandular e jejuno. Sugerindo que uma das vias para o impacto negativo na ingestão alimentar de alta temperatura ambiente em galinhas poedeiras pode ser mediada por seus efeitos nos sinais hipotalâmicos e gastrointestinais de grelina.

Suporte à ingestão de ração sob estresse térmico no verão

Novos conceitos nutricionais, como ativadores de agilidade intestinal, são projetados para suportar a capacidade adaptativa e, portanto, a resiliência da ave por meios nutricionais. Eles ajudam a ave a se adaptar aos estressores minimizando as reações de estresse, incluindo a redução da ingestão de ração. O ativador de agilidade intestinal Anco FIT Poultry tem demostrado manter maior ingestão de ração em frangos e poedeiras em comparação com os animais controle em condições comerciais sob estresse térmico no verão. Isso foi associado a maiores ganhos de peso e pesos finais

Artigos relevantes

#Heatawarenessday – Suas aves estão preparados?

Resiliência na pecuária leiteira – 3 razões para manter suas vacas ágeis

O ambiente competitivo para a pecuária leiteira exige estratégias de gestão agrícola para sistemas de produção resilientes que possam se recuperar ou se adaptar às mudanças nas condições ambientais, sociais ou econômicas. Provavelmente não houve outra situação como a atual crise covid 19 que prova o quão importante é a resiliência para os sistemas de produção.

A resiliência se aplica à fazenda, mas também aos animais de forma individual. Vários programas de pesquisa em diferentes partes do mundo estão investigando maneiras de melhorar geneticamente a resiliência em vacas leiteiras. A resiliência na vaca é determinada por sua capacidade adaptativa, que é o mecanismo animal que a capacita a lidar com distúrbios internos ou externos, estressores ou com mudanças no ambiente.

Aqui estão as principais razões para encontrar maneiras de melhorar a capacidade adaptativa em vacas leiteiras ou em outras palavras, para manter as vacas leiteiras ágeis.

1) Produtividade e qualidade consistentes do leite

Reações comuns aos estressores presentes nas dietas e no ambiente, são estresse oxidativo, inflamação no nível celular, mudanças na eficiência do rumen e redução da ingestão de ração. Todos eles levarão a energia desperdiçada e aumento da energia de manutenção ou redução da ingestão de energia, o que novamente terá consequências para o rendimento e qualidade do leite. Melhorar a capacidade adaptativa das vacas leiteiras ajudará a reduzir as reações de estresse em resposta aos desafios e estressores e, consequentemente, o impacto que podem ter na produção e qualidade do leite. Como resultado, há menos flutuações e menos desvios da produtividade e qualidade esperadas do leite, o que também significa lucratividade mais estável.

2) Manejo do período de transição em vacas de leite

O período de transição é um período exigente para as vacas leiteiras e quando elas não se adaptam fisiologicamente às demandas do parto e ao início da produção de leite, o estresse metabólico resultante leva a distúrbios com consequências negativas para a produção de leite, eficiência de reprodução e longevidade. Melhorar a capacidade adaptativa pode permitir que a vaca leiteira passe pelo período de transição com mais sucesso.

3) Escassez de mão-de-obra qualificada para a pecuária leiteira

Um dos pontos nevrálgicos dos produtores de leite hoje é atrair mão-de-obra qualificada. Os agricultores estão tendo dificuldades em encontrar pessoas para trabalhar nas fazendas. Em algumas regiões está difícil encontrar mão-de-obra local e muitos produtores de leite dependem de trabalhadores migrantes dentro de sua força de trabalho. Assim, a crise de Covid 19 e possíveis restrições de movimentação Inter regionais de pessoas podem agravar ainda mais a escassez de mão-de-obra qualificada nas fazendas leiteiras. A escassez de mão-de-obra qualificada significa que cuidar da saúde das vacas e do desempenho ideal torna-se mais desafiador. Uma solução para isso é o melhoramento genético visando vacas mais resistentes de manejo mais fácil. Ter uma nutrição voltada para maior capacidade adaptativa, aumentando a resiliência em vacas leiteiras pode fazer a diferença na quantidade de cuidado que uma vaca requer e, portanto, na quantidade de trabalho necessária na fazenda.

Soluções nutricionais

Novos conceitos nutricionais, como ativadores de agilidade intestinal, são projetados para suportar a capacidade adaptativa e manter os animais ágeis por meios nutricionais para uma melhor resiliência.

O ativador de agilidade intestinal Anco FIT ajuda a vaca a se adaptar aos desafios nutricionais e ambientais de forma mais eficiente, minimizando reações de estresse oxidativa, como estresse oxidativo e redução da ingestão de ração, o que de outra forma afetaria o desempenho e o bem-estar dos animais. Estresse térmico, período de transição e micotoxinas são fatores conhecidos que normalmente levam ao aumento do estresse oxidativo e ou à redução da ingestão de ração.

Mantenha você e suas vacas ágeis

A aposta mais segura para manter você e suas vacas no jogo diante da imprevisibilidade e mudança é dar suporte e manejar a capacidade adaptativa de suas vacas e de seus negócios. Em outras palavras, a agilidade ou a capacidade de se adaptar aos desafios e mudanças é a chave para o sucesso a longo prazo. Manter-se aberto ao aprendizado contínuo e às novas tecnologias ajudará a se manter ágil. Repensar como criamos e alimentamos os animais para promover a resiliência manterá as vacas ágeis. E já existem grandes tecnologias por aí que podem ajudar a monitorar o progresso que fazemos nisso.

Artigos relacionados

Covid 19 – Um teste de litmus para agilidade na agricultura

A escassez de mão-de-obra impulsiona a necessidade de resiliência das vacas para otimizar o desempenho
Alimentando vacas para capacidade adaptativa no período de transição
Como as vacas podem dar estresse térmico ao ombro frio

 

Webinar da Anco Brasil foi um grande sucesso

Em julho, a Anco Brasil organizou um webinar em cooperação com nosso distribuidor Evance, que chamou a atenção de um público engajado do setor avícola no Brasil.

O webinar teve como objetivo fornecer inspiração para a produção econômica de postura comercial frente aos momentos de crise. O Dr. Marco Aurelio Nunes, Gerente Técnico da Anco apresentou estratégias para reduzir os custos de produção com o menor impacto possível nos índices de zootécnicos. Isso incluiu soluções nutricionais que podem ser usadas para aumentar a resistência das aves e mitigar o impacto dos estressores no desempenho. Ele também compartilhou algumas ferramentas simples de avaliação que podem ajudar os produtores de ovos a determinar qual estratégia seria mais econômica, com base em suas circunstâncias individuais.

Marcelo Blumer, Diretor Executivo da Anco Brasil comentou: “Ficamos muito felizes com o grande interesse e com a participação dos nossos clientes e amigos. A sessão de perguntas e respostas no final mostrou que as pessoas estavam acompanhando de perto o webinar e visualizaram importantes oportunidades. Como resultado do sucesso da webinar, já estamos pensando em um novo tópico para uma segunda webinar logo a frente. Este é um momento importante para fazer todos os esforços e permanecer conectados, colaborar e continuar aprendendo, para que possamos encontrar maneiras de se adaptar rapidamente aos novos desafios e alcançar uma produção animal lucrativa e eficiente. ”

Registre-se no Webinar sobre aves no Brasil

A Anco em parceria com seu distribuidor exclusivo Evance, tem o prazer de convidá-lo à participar da nossa webinar exclusiva e gratuita sobre o tema:

Pontos no gerenciamento dos custos a serem avaliados em momentos de crise.

Marco Aurélio Nunes, Médico Veterinário e Gerente Técnico Anco Latam possue grande experiência no mercado avícola tanto em nutrição quanto sanidade, fará uma análise das principais estratégias de gerenciamento de custos de produção para o segmento de poedeiras e quais pontos devem ter atenção especial na implementação destas estratégias com foco em mitigar os riscos e o impacto negativo sobre a produção de ovos.

Aguardamos por vocês, PARTICIPE!

Data: 21/Julho
Horário: 16:30 h – horário de Brasília

Para se inscrever gratuitamente, clique no link

Covid 19 – Uma prova de fogo para agilidade na agricultura

Empresas que não entenderam por que a agilidade importa para o sucesso dos negócios estão despertando para este tem diante da crise do Covid 19. Isso é verdade para qualquer indústria, incluindo a agricultura.

Como você responde a Covid 19?

Lembra o que aconteceu com o Titanic diante de um iceberg? Empresas, indústrias, governos e indivíduos em todo o mundo são agora testados para a rapidez com que podem se adaptar a uma grande interrupção e detectar as oportunidades. Todos se deparam com a mesma pergunta: “Como respondemos a Covid 19?” A resposta individual e a velocidade disso importam para a saúde e o resultado econômico da crise para cada um de nós, empresas, indústrias e nações. A natureza criou a tempestade perfeita para testar os níveis de agilidade pessoal e os das empresas.

“Não é o mais forte que sobrevive – é o mais adaptável para mudar”- – Charles Darwin

Agilidade organizacional ou agilidade nos negócios

A agilidade do negócio, também conhecida como agilidade organizacional, é a capacidade de um negócio ser adaptável e flexível em um ambiente mutante e superar desafios à medida que eles surgem com impacto mínimo para o negócio. Tempos de crise dizem às empresas o quão ágeis elas são. Como a mudança está acontecendo muito rápido, as empresas precisam ser capazes de fazer essas coisas muito rapidamente para otimizar as operações para o pico de desempenho, explorar oportunidades e mitigar riscos. Agilidade é tudo sobre como nós, como indivíduos e organizações, respondemos aos desafios e a que velocidade, o que, em última análise, determinará o impacto que o desafio terá sobre nós e sobre as organizações.

“Pesquisas mostram que em um mundo volátil e incerto a agilidade separa o melhor dos demais.” – Krupp (2020)

Na crise atual, os líderes devem ser altamente ágeis para se libertarem de velhos modelos mentais e políticos ou negócios, como de costume. Eles precisam ser capazes de aprender e se adaptar rapidamente. Líderes ágeis demonstram quatro habilidades em tempos de crise: adaptabilidade, resiliência, aprendizado e previsão:

Adaptabilidade – Mudar prioridades rapidamente devido à rápida mudança da dinâmica externa e interna
Resiliência: Recuperar-se de contratempos e fracassos
Aprendizado: Testar premissas, não investir no que não está funcionando e continuamente interagindo em tempo real
Previsão: Antecipar e estar preparado para dar meia volta em caso de mudanças de mercado

Agilidade e adaptabilidade são fundamentais para a agricultura

A agricultura lida com muitas incertezas e mudanças. Portanto, a agricultura bem-sucedida depende da capacidade do produtor ou do agricultor de responder às mudanças nos mercados, condições ambientais e preferências dos consumidores. Assim, o futuro da agricultura está em um sistema de produção ágil e isso só foi exacerbado pela crise de Covid 19. O mais sustentável a fazer é focar em coisas sobre as quais um produtor tem controle direto. Entre as mais críticas está a agilidade, o que permite ao produtor ajustar continuamente o que faz para aproveitar fatores externos ou pelo menos reduzir o potencial impacto negativo no negócio.

Nosso sistema de produção de alimentos precisa de resiliência diante de um ambiente comercial volátil e mudanças climáticas. Mais uma vez, é por isso que a velocidade é essencial e a agilidade importa na agricultura.

Artigos relevantes

Da culpa ao ganho: Levando com agilidade em uma crise

Resiliência da pecuária leiteira – 3 razões para manter suas vacas ágeis

Mantenha ágil manter o podcast

Desativo de agilidade – Linha de produtos Anco FIT

Preparando o intestino das aves para lidar com os estressores

Pesquisas lançam luz sobre como as intervenções nutricionais podem modular a expressão gênica de vias metabólicas fundamentais no intestino para aumentar a capacidade das aves em lidar com estressores.

Reduções relacionadas ao estresse no desempenho produtivo e reprodutivo das aves causam perdas econômicas substanciais. Nas aves, o intestino é altamente responsivo aos estressores da ração e do meio ambiente. Sob condições comerciais, as aves são expostas a uma variedade de estressores nutricionais e ambientais. Isso levará a reações de estresse como estresse oxidativo, respostas inflamatórias e integridade intestinal reduzida em nível celular e intestinal, o que aumentará os requisitos de energia de manutenção.

Além disso, os estressores podem afetar negativamente a ingestão de alimentos, de modo que o desempenho e a eficiência das aves podem diminuir significativamente. Nas galinhas poedeiras, o estresse oxidativo também pode acelerar o processo de envelhecimento dos ovários e prejudicar a função hepática, o que pode afetar a persistência da postura e a qualidade dos ovos nas fases mais avançadas do ciclo de postura.

Os métodos desenvolvidos para melhorar a medição dos mecanismos subjacentes por meio de marcadores moleculares podem levar a uma melhor compreensão de como as reações podem ser manipuladas para reduzir o impacto no desempenho das aves.

Melhorando a capacidade adaptativa das aves

Ao melhorar a capacidade adaptativa dos animais aos estressores é possível diminuir substancialmente suas consequências negativas na produção de aves. Pesquisadores consideram que as mudanças na expressão gênica são de grande importância para a adaptação aos estressores e, portanto, são fundamentais para o desenvolvimento de técnicas para gerenciar as reações ao estresse no animal. Certas vias moleculares responsáveis pela transcrição de genes para enzimas envolvidas na proteção contra os efeitos dos estressores em nível celular desempenham um papel vital na capacidade adaptativa das aves. Uma melhor compreensão dessas vias e o desenvolvimento de maneiras de rastrear e medir mudanças em seus indicadores chave estão abrindo caminho para dar suporte por meios nutricionais, visando maior resiliência das aves. Certos componentes bioativos derivados de plantas são candidatos promissores para soluções nutricionais porque também desempenham papéis importantes em rotas metabólicas semelhantes nas plantas para melhorar a capacidade delas lidarem com estressores que ameaçam sua sobrevivência.

Mecanismos subjacentes à capacidade adaptativa

O estresse oxidativo é uma das reações mais comuns ao estresse em nível celular do animal. É caracterizada pelo excesso de produção de radicais livres (ROS), que excede a capacidade do sistema de defesa antioxidante da ave para neutralizá-los.

Nos últimos anos, muita atenção foi dada ao fator de transcrição Nrf2 e dados científicos indicam que a ativação do Nrf2 é um dos mecanismos mais importantes para prevenir / diminuir as alterações prejudiciais relacionadas ao estresse. O Nrf2 é um fator de transcrição que responde ao estresse oxidativo pela ligação ao elemento de resposta antioxidante (ARE), que inicia a transcrição das enzimas antioxidantes.

Estas enzimas contribuem para a melhoria do sistema de defesa antioxidante das aves e reduzem o estresse oxidativo em nível celular. Eles também são conhecidos por bloquear o Nf-kB, resultando em proteção contra a inflamação. No entanto, quando o estresse é muito alto, levando a uma concentração de radicais livres superior ao limite suportado pelas células, outros fatores de transcrição, incluindo NF-kB, se tornam predominantes, o que aumenta a inflamação. Pesquisas sugerem que este limite poderia ser aumentado por meios nutricionais, tornando as vias metabólicas mais robustas sob estresse e reduzindo o estresse oxidativo e as respostas inflamatórias.

Avaliação recente da intervenção nutricional

Pesquisas realizadas pela Agricultural University of Athens em frangos de corte, avaliaram um ativador da agilidade intestinal como uma nova intervenção nutricional para melhorar a capacidade adaptativa das aves para maior resiliência aos estressores. Este ativador contém uma combinação de substâncias bioativas derivadas de ervas e especiarias projetadas para reduzir o impacto negativo dos estressores no desempenho das aves.

Neste estudo, a análise de amostras de tecido de diferentes segmentos do intestino das aves foi realizada para estudar a expressão relativa de genes relacionados a enzimas antioxidantes e inflamação. Foi descoberto que a inclusão do ativador de agilidade intestinal à dieta aumentou a expressão gênica de enzimas antioxidantes pertencentes à via NrF2 / ARE e diminuiu a expressão genica de NF-kB1. Análises adicionais realizadas no mesmo estudo demonstraram que isso coincidiu com níveis aumentados da capacidade antioxidante total no intestino. No entanto, o efeito positivo do ativador da agilidade intestinal foi dependente do nível de inclusão e segmento do intestino.

Implicações comerciais

Novos e poderosos métodos analíticos estão catalisando o progresso em nossa compreensão da mecânica de ação de certos aditivos nutricionais. Os resultados da pesquisa atual sugerem que é possível aumentar a capacidade da ave de se adaptar eficientemente aos estressores adicionando um ativador de agilidade intestinal ao alimento. Em combinação com dados de desempenho de ensaios comerciais na presença de estressores (como calor, alto nível de produção e micotoxinas), há evidências de que o ativador da agilidade intestinal oferece uma solução para ajudar a reduzir o impacto dos estressores no desempenho em condições comerciais.

Produtores que procuram performance mais consistente em resposta aos seus programas nutricionais ou para sustentar ciclos de produção mais longos, por exemplo em galinhas poedeiras por meios naturais, poderiam se beneficiar economicamente disso. No entanto, esta pesquisa, juntamente com pesquisas anteriores, também demonstra a importância de testar e otimizar os níveis de inclusão de substâncias ativas derivadas de plantas e especiarias, para que elas façam parte de soluções comercialmente viáveis em dietas custo-efetivas.