Extratos Vegetais: Aproveite o poder da agilidade para gerenciar desafios com micotoxinas

As plantas desenvolveram mecanismos altamente sofisticados para lidar com estressores, muitos dos quais são baseados em substancias bioativas que podem ser extraídas de material vegetal. Uma forma de capacitar os animais para lidar melhor com os estressores é, portanto, complementar suas dietas com extratos vegetais relevantes e substâncias bioativas derivadas de plantas

Reações de estresse frente a desafios de micotoxinas em animais

Muitos testes provaram o impacto negativo das microtoxinas sobre a performance de aves e suínos. Analisando os efeitos das microtoxinas a nível celular, torna-se evidente que muitas reações observadas em animais são aquelas comumente vistas em resposta a outros estressores.

Uma das reações a estressores é o aumento na produção de Espécies Reativas do Oxigênio (ERO). As ERO são produzidas endogenamente por processos metabólicos normais, mas as quantidades podem ser aumentadas acentuadamente por certos estressores, incluindo microtoxinas. Deficiências de substancias protetoras naturais ou excesso de exposição a estimuladores de produção das ERO podem resultar em estresse oxidativo, que ocorre quando as ERO excedem a capacidade antioxidante.

O consumo de ração contaminada com DON por suínos, não produz somente aumento do estresse oxidativo como também impacto no trato gastrointestinal através de lesões no estomago e intestino, o que leva à resposta inflamatória intestinal. Estudos in vitro e in vivo também mostraram que a DON compromete a função de barreira intestinal e aumenta a permeabilidade do intestino. Além disso, foi demonstrado que as micotoxinas modificam a microbiota intestinal em aves e suínos. Todavia, nem todas as micotoxinas mostram este efeito. Por exemplo, não foi reportada nenhuma alteração na microbiota em suínos intoxicados com fumonisina enquanto que com DON isto ocorreu. Em aves, altas doses de ocratoxina produziram significante aumento de Salmonella typhimurium no trato digestivo quando comparados ao controle negativo, todavia, altos níveis de Aflatoxina e T-2 não mostraram efeito na incidência ou severidade da colonização com S. typhimurium.

Tomados em conjunto, estes tipos de respostas a nível celular predispõem o animal a infecções intestinais e sistémicas e prejudicam a digestão e a absorção eficientes dos nutrientes com efeito associado na produtividade e eficiência animal.

Como as plantas se adaptam aos fatores estressantes

As plantas são estressadas por mudanças ambientais que ameaçam sua saúde como secas, patógenos e insetos. No entanto, em comparação com animais e seres humanos, as plantas necessitam ser muito mais sofisticadas com a sua resposta ao estresse, pois elas estão presas onde crescem e não podem correr do estresse a que estão expostas.

A exposição das plantas a condições ambientais desfavoráveis aumentam a produção das Espécies Reativas do Oxigênio (ERO) e os processos de desintoxicação são essenciais para a proteção da parede celular contra os efeitos tóxicos das ERO. Os sistemas de desintoxicação em vegetais incluem antioxidantes enzimáticos e não enzimáticos. Os antioxidantes enzimáticos envolvidos incluem componentes fenólicos, flavonoides, alcaloides, tocoferol e carotenoides. Os sistemas antioxidantes de defesa trabalham em conjunto para controlar as cascatas de oxidação e proteger as células vegetais dos danos oxidativos.

Além dos antioxidantes, as plantas contêm uma multiplicidade de substâncias bioativas com uma variedade de propriedades comprovadas como anti-inflamatórios, antimicrobianos e aromáticos, que fazem parte de seus mecanismos de sobrevivência e defesa. A combinação de muitas substâncias torna as plantas polivalentes a diferentes estressores e ameaças à sobrevivência e, portanto, mais ágeis.

Superando as micotoxinas com extratos vegetais

Conforme mencionado acima, as micotoxinas podem levar a uma variedade de reações de estresse a nível celular, o que afetará o desempenho, a eficiência e a susceptibilidade do animal à enfermidades.
Através de uma multiplicidade de substâncias bioativas, com uma variedade de propriedades adaptativas, as plantas estão muito bem equipadas para serem polivalentes com diferentes fatores de stress e para evitar o seu impacto negativo. Substâncias bioativas derivadas de plantas também demonstraram ajudar os seres humanos e animais para se adaptarem aos estressores mais adequadamente e ajudar a neutralizar alguns dos efeitos colaterais fisiológicos e metabólicos negativos. Uma vez que as reações de stress observadas às micotoxinas são muito semelhantes às comumente observadas em resposta a outros estressores, a aplicação da combinação correta de extratos vegetais à alimentação animal pode, por conseguinte, ajudar o animal a tornar-se mais robusto e eficiente face aos desafios das micotoxinas.

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