Estresse calórico em suínos – intervenções nutricionais que funcionam

O estresse calórico em suínos pressiona economicamente a produção de suínos em muitos países do mundo e as mudanças climáticas atuais aumentaram a prevalência e a intensidade do estresse calórico. As intervenções nutricionais que dão suporte aos mecanismos de resiliência representam uma estratégia prática, adaptável e econômica para mitigar os efeitos negativos do estresse calórico e melhorar a produtividade animal.

Perdas econômicas por estresse calórico em suínos

Comparado a outros animais, os suínos são mais sensíveis ao estresse calórico devido à sua alta produção de calor metabólico, deposição rápida de gordura e falta de glândulas sudoríparas. As perdas econômicas induzidas pelo estresse calórico resultam em crescimento reduzido e inconsistente, baixo desempenho das matrizes e aumento da mortalidade e morbidade. Só nos EUA, o estresse calórico está custa aos suinocultores cerca de US$ 50 a US$ 60 por animal a cada ano. As regiões ao redor do mundo mais afetadas pelas mudanças climáticas provavelmente verão um aumento nos efeitos prejudiciais do estresse calórico na produção e bem-estar animal no futuro. Soma se a isto a seleção genética para o aumento do tamanho das leitegadas e fenótipos mais magros o que leva a um aumento da sensibilidade térmica em suínos devido ao aumento da produção de calor basal.

Estresse calórico de verão em porcas

As porcas sofrem de estresse calórico em temperaturas ambientais acima de 25°C. O estresse calórico nas porcas é demonstrado pela ingestão de ração reduzida, podendo chegar a 655 g/dia ou mais de 2 kg por dia, com consequências negativas subsequentes para reprodução, produção de leite e crescimento de leitões. Se a porca for mantida sob condições de estresse calórico por um longo período, há o risco de que o animal superaqueça, o que pode levar à morte por hipertermia. Em países com condições tropicais como o Brasil isso é muito comum. Segundo pesquisadores no Brasil, as porcas lactantes de algumas linhas genéticas podem ter até 15% de mortalidade durante os verões brasileiros devido às condições de estresse calórico. Em porcas gestantes existem evidências de que o estresse calórico durante a gestação pode resultar em efeitos negativos no útero sobre as capacidades termorreguladoras da prole.

Estresse calórico na engorda de suínos

Pesquisas mostraram que é preciso apenas 2-6 horas de estresse calórico (37C e 40% de umidade) para comprometer a ingestão de ração e a integridade intestinal em suínos em crescimento. Estudos em suínos em terminação também mostraram estresse oxidativo no fígado em resposta ao estresse térmico crônico a 30 °C. A queda na ingestão de ração em resposta ao estresse calórico aumenta à medida que o peso corporal aumenta. Alguns relatos apontam redução de 15% nas taxas de crescimento em animais de 60 a 100kg criados no Brasil durante os meses de verão em relação a suínos criados durante o inverno.

Intervenções de manejo para estresse calórico em suínos

Abordagens de manejo flexíveis e acessíveis para diminuir imediatamente a suscetibilidade ao estresse térmico sem influenciar negativamente nas características tradicionais de produção são de grande valor para a produção de suínos. No entanto, os custos de introdução de tecnologias de resfriamento ambiental são altos especialmente para os produtores menores.
Suplementação e modificações das dietas são menos custosas, facilmente podem ser estrategicamente ajustadas e adequadas para todos os sistemas de produção

Nutrição

• Considere o incremento calórico da dieta e reduza as fibras e proteína bruta, que geram muito calor.
• Aumente o teor de gordura da dieta
• Alimente os animais durante as horas mais frias do dia
• Forneça acesso ilimitado à água potável e fresca
• Adapte os níveis de vitaminas, minerais e aminoácidos às necessidades dos animais sob estresse calórico

Suporte a mecanismos de resiliência por meios nutricionais

Pesquisas têm aumentado nossa compreensão sobre mecanismos moleculares envolvidos na inflamação e ruptura da barreira intestinal induzida pelo estresse calórico, abrindo assim caminho para estratégias nutricionais para preservar o desempenho fisiológico do intestino. Muitas das consequências negativas que o estresse térmico tem sobre a saúde e produtividade de suínos são mediadas pela redução da integridade da barreira intestinal, que é seguida por respostas inflamatórias.

No nível celular, a hipertermia leva à ruptura da integridade epitelial intestinal, afetando as zonas de oclusão entre os enterócitos. Danos a estas micro estruturas facilitam a transmigração de toxinas e patógenos do intestino através da barreira epitelial, contribuindo para uma resposta inflamatórias exagerada, o que pode piorar ainda mais os danos intestinais. A hipertermia provoca a produção de espécies reativas de oxigênio (ROS). Além disso, também pode prejudicar diretamente o sistema de defesa antioxidante do animal, o que eventualmente leva a estresse oxidativo e danos intracelulares. Estudos em suínos em crescimento têm mostrado uma relação inversa entre o estado oxidativo e o desempenho de crescimento, sendo que animais com maior nível de estresse oxidativo apresentaram pior desempenho.

Soluções nutricionais que têm a capacidade de preservar a homeostase celular, aumentando os sistemas de defesa celular, reduzindo assim o estresse oxidativo e inflamação, bem como a manutenção da integridade intestinal são consideradas capazes de ajudar a proteger os animais contra os efeitos adversos do estresse calórico.

Ativadores de agilidade intestinal são suplementos alimentares que foram especificamente formulados para melhorar a resiliência dos animais, dando suporte ao sistemas de defesa celular e permitindo respostas mais eficientes aos estressores, incluindo o estresse calorico, mitigando assim o impacto no desempenho.

Teste em reprodutoras com Anco FIT durante os meses de verão

Um estudo recente em porcas lactantes realizado nos meses de verão na Argentina, mostrou aumento da ingestão de ração (21%) e melhor desempenho de lactação em porcas suplementadas com o ativador de agilidade intestinal Anco FIT em comparação com porcas com dieta controle.

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A resiliência da granja começa na ave – nutrição para adaptabilidade

A resiliência das granjas está emergindo como um fator-chave de sucesso em tempos de grande incerteza. O setor produtivo lida com muitas incertezas e mudanças. No entanto, a adição de fatores como as mudanças climáticas, a crise de Covid 19 e as rápidas mudanças na demanda dos consumidores, exacerbam a necessidade da capacidade das granjas para absorver choques e se adaptarem às mudanças rapidamente para sobreviver economicamente a longo prazo.

Resiliência das granjas versus otimização

A ideia de resiliência destaca que, a longo prazo, não será suficiente para uma granja somente otimizar a alocação de recursos em condições conhecidas. A resiliência é um conceito que reconhece a imprevisibilidade e enfatiza a necessidade de permitir a adaptabilidade e a “transformabilidade” dos sistemas em vez de otimizá-los.

Uma abordagem de gestão baseada na resiliência surge com sistemas que podem absorver e acomodar eventos futuros que de forma inesperada possam ocorrer, alocando recursos em estratégias que permitam reduzir o impacto de uma ampla variedade de potenciais eventos desconhecidos e identificar oportunidades emergentes, porém, com menos recursos gastos em melhorias de eficiência.

Uma crise, como a Covid 19, pode ser um gatilho para mudanças transformadoras, uma vez que é mais provável que novas formas organizacionais alternativas sejam consideradas.

Nutrição de aves para resiliência

Em um sistema de produção avícola, a resiliência da granja também depende de como as aves podem lidar com desafios nutricionais e ambientais imprevistos. Isso ocorre porque as aves menos resistentes terão maiores flutuações em seu desempenho, levando a uma redução da relação custo/eficiência das dietas e uma menor probabilidade de atingir os objetivos de desempenho. Com a alimentação das aves representando cerca de 70% do custo total dos sistemas de produção, também significa mais variabilidade nos lucros da granja. A menor resiliência das aves também pode levar ao aumento da suscetibilidade da doença, o que pode causar mais perdas a longo prazo.

Pesquisas mostraram que certos suplementos nutricionais podem desempenhar um papel nas estratégias de gestão destinadas a reduzir o impacto dos estressores no bem-estar e no desempenho das aves. Foi comprovados que o ativador de agilidade de adaptação intestinal Anco FIT Poultry melhorou a capacidade de frangos de corte e galinhas poedeiras em lidar com estressores sob típicas condições de campo e melhorar os mecanismos de defesa endógenos das aves para diminuir reações de estresse no nível celular de forma mais eficiente em um ambiente de pesquisa.

Mais resiliência significa menos necessidade de antibióticos

A nutrição das aves para adaptabilidade aumentando a resiliência também pode ajudar a reduzir a necessidade de antibióticos. Minimizar as reações de estresse como redução da integridade intestinal e estresse oxidativo por meios nutricionais também ajuda a reduzir a suscetibilidade das aves a doenças que podem, de outra forma, exigir a necessidade de tratamentos com antibióticos ou o uso de promotores de crescimento antibiótico na ração.

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