Maior eficiência no desempenho de suínos pelo uso do conceito de agilidade de adaptação intestinal

A aplicação do conceito de agilidade à nutrição de suinos é uma abordagem inteiramente nova visando maior rentabilidade na produção animal em um ambiente competitivo.

As necessidades nutricionais dos genótipos suínos modernos estão bem amparadas por pesquisas. Ainda assim, muitos animais não alcançam seu potencial de desempenho, apesar das dietas cuidadosamente formuladas. Isso pode ser devido a fatores de manejo e / ou ambientais. Mas também há fatores nutricionais sobre os quais temos pouco controle. Estes podem levar a uma série de reações de estresse e eficiência sub-ótima de desempenho. Na verdade os animais serão submetidos a estressores ao longo de toda a vida produtiva.

Há evidências científicas que sugerem que para a seleção genética melhorar a capacidade dos suínos para lidar com estressores pode ser uma melhor maneira de melhorar o desempenho do que selecionar apenas com foco no aumento do potencial de crescimento. Portanto, aumentando a capacidade do animal de se adaptar aos estressores de forma mais adequada por meios nutricionais também pode ser uma alternativa para melhorar o desempenho. Mais importante ainda, quanto mais capaz for o animal para lidar com os estressores, maior será o impacto em termos de retorno sobre o investimento (ROI) das formulações das dietas e rentabilidade do negócio.

Atacando os estressores nutricionais

De maneira geral, os aditivos nutricionais foram desenvolvidos para atacar potenciais estressores no aparelho digestivo do animal diretamente. Por exemplo, as enzimas degradam componentes específicos não digeríveis tais como polissacarídeos não amiláceos (NSP), fitato para libertar nutrientes aprisionados e também reduzir os potenciais efeitos secundários negativos desses componentes. E quanto aos componentes menos digestíveis nos alimentos que não são especificamente alvo destas enzimas?

Os promotores de crescimento antibióticos têm sido utilizados para o seu efeito anti-bacteriano contra certas bactérias patogénicas. Mas em muitos países estes produtos já tiveram seu uso rotineiro banidos na alimentação animal. Outros países estão seguindo o exemplo, e há uma maior necessidade de alternativas eficazes.

Um intestino ágil ajuda o animal a adaptar-se aos estressores mais eficientemente e ser mais robusto em face aos desafios presentes na dieta e aos estressores.

Os adsorventes e desativadores de micotoxinas são usados nas dietas para neutralizar os efeitos nocivos das micotoxinas no animal. No entanto, é bem conhecido que a adsorção não é uma estratégia eficaz para todas as micotoxinas. A biotransformação de micotoxinas em metabolitos não tóxicos apenas terá como alvo certos tipos de micotoxinas e é pouco provável que se dê de forma completa no aparelho digestivo do animal

Adaptando-se aos estressores nutricionais

A questão é como o animal vai lidar com os estressores não alterados pelas soluções altamente específicas mencionadas acima? Os animais precisam se tornar mais ágeis. Conforme mencionado acima, melhores resultados de desempenho animal podem ser alcançados melhorando a habilidade do animal para lidar com os estressores. Isso significa que o suíno precisa ser capaz de se adaptar mais rápido e mais adequadamente às mudanças dietéticas e aos fatores de estresse para um desempenho eficiente. A seleção genética certamente vai desempenhar um papel importante para o avanço desta capacidade. As estratégias nutricionais que dão suporte a velocidade e a eficácia com que o animal se adapta aos estressores trarão uma vantagem competitiva mais imediata na produção de suínos.

Agilidade nos negócios

Quando a mensuração do desempenho é a rentabilidade, encontramos poucas empresas de cada segmento industrial que superaram seus concorrentes ao longo de períodos prolongados de forma consistente. Estas empresas mantêm essa vantagem mesmo em face de mudanças significativas nos negócios dentro de seus ambientes competitivos. O único fator que elas têm em comum é a agilidade – elas se adaptam com sucesso. A agilidade é uma capacidade que permite que uma organização responda de forma oportuna, eficaz e sustentável quando as circunstâncias em mudança o exigirem. Pesquisas realizadas no Instituto de Tecnologia de Massachusetts sugerem que as empresas ágeis geram lucros 30 por cento maiores do que as empresas não ágeis. Outra pesquisa identificou maior eficiência como um benefício significativo de uma melhor agilidade organizacional.

Maior agilidade organizacional leva a uma melhor performance dos negócios.

Agilidade de adaptação intestinal em suínos

A aplicação do conceito de agilidade em suino pode ajudar o avanço do desenvolvimento da eficiência na produção. O intestino e o sistema imunológico são particularmente sensíveis aos estressores, daí o por que se dar ênfase no intestino para melhorar a resposta adaptativa do animal. Agilidade de adaptação intestinal é um termo novo cunhado para descrever a capacidade do animal em se adaptar aos estressores nutricionais com uma resposta mais rápida e mais eficiente do ponto de vista energético do que normalmente faria.

O que funciona

À medida que as plantas evoluíram desenvolveram mecanismos de enfrentamento muito sofisticados para estressores e ameaças potenciais para melhorar sua sobrevivência. Eles contêm uma multiplicidade de substâncias bioativas, com uma variedade de propriedades, como anti-oxidantes, anti-inflamatórios, anti-microbianos, anti-virais e aromáticos. A combinação de muitas substâncias torna as plantas polivalentes a diferentes estressores. Portanto, é natural pensar em aplicar extratos de plantas a estratégias nutricionais desenvolvidas para capacitar os animais a se adaptarem aos estressores. Substâncias derivadas de vegetais já provaram ser altamente eficaz na natureza, ajudando as plantas a serem mais ágeis em face de estressores e ameaças à sobrevivência. No entanto, a velocidade da agilidade de adaptação intestinal por substâncias bioativas na ração, dependerá de encontrarmos a combinação ideal adequada aos animais e seus desafios.

Conclusões:

A combinação de estratégias nutricionais com parâmetros de seleção genética relevantes para melhorar a agilidade de adaptação do intestino dos suínos poderia contribuir para a produção de carne mais segura e rentável diante da crescente pressão do consumidor por dietas isentas de antibióticos.

Conhecimentos ANCO: 3 coisas a saber sobre bentonitas

As Bentonitas podem ser utilizadas em nutrição animal para adsorver micotoxinas e reduzir sua biodisponibilidade intestinal em rações contaminadas. Elas são argilas finas mineradas do solo. A maioria das bentonitas são formadas por alterações de cinzas vulcânicas em ambiente marinho e aparecem como camadas intercaladas a outros tipos de rochas (como podemos ver na imagem acima).

As bentonitas são definidas como material de ocorrência natural que são compostas predominantemente pela argila mineral Smectita. A capacidade de troca catiônica (CTC) e a área de superfície especifica das smectitas são consideravelmente maior que em outras famílias de argilas. Sua capacidade de absorção chega a ser 8 vezes maior que outras argilas.
Porém, existem algumas coisas a conhecer antes de utilizar as bentonitas em nutrição animal:
1.Nem todas as bentonitas são iguais
2.A melhor prova de eficácia ainda é in vivo
3.Somente um tipo de bentonita é aprovada na União Européia para uso como adsorvente de micotoxinas.

1.Nem todas as bentonitas são iguais

As bentonitas são materiais argilosos e coloidais e plásticos compostos largamente de montmorilonita (uma espécie de smectita dioctaedrica. As propriedades das bentonitas podem variar consideravelmente dependendo da origem geológica e algumas modificações pós extração. Suas características individuais têm marcada influência sobre seu uso comercial.

Apesar da nomenclatura genérica das bentonitas comercialmente disponíveis, várias propriedades físico-químicas foram identificadas como tendo uma possível correlação com a adsorção de micotoxinas e, portanto, poderem ser usadas para categorizar os diferentes tipos disponíveis.

Estas características incluem:
• Capacidade de troca catiônica, K+, Na+ e Ca++ trocável
• pH
• Inchamento linear
• Fração mineral
• Umidade Relativa
• Espaçamento-d (espaço intercamadas)

Pape do Espaçamento-d para adsorção de Zearalenona.

A adsorção em argilas não se limita à superfície das partículas, mas estende-se também ao espaço intercamadas. Este espaço, caracterizado pelo espaçamento d, pode ser determinado com difração de raios X (XRD) e é limitante para a formação de uma ou mais camadas adsorventes. Este espaço pode aumentar se a argila inchar, aumentando assim o número de sítios de ligação.

Testes de adsorção in vitro mostraram que há uma correlação positiva entre a adsorção da Zearalenona e o espaçamento-d em produtos comerciais a base de Bentonitas disponíveis, isto é, um maior espaçamento-d foi associado a altos % de adsorção de Zearalenona (De Mil et al 2015). O espaçamento d variou de 9,2 a 21,5 (10-10 m) em 16 produtos diferentes contendo bentonita, mostrando a grande variação existente.

Diferenças entre Cis e Trans bentonitas para a adsorção de Aflatoxina

Dados científicos recentes (Vekiru et al., 2015) que avaliaram diferentes tipos de bentonites para a eficácia de adsorção in vitro relacionada com a aflaxtoxina B1 mostraram que a maioria das bentonitas de Ca ou Na testadas foram eficazes. Todavia, as Cis-bentonitas foram mais eficazes que as trans-bentonitas.

As esmectitas dioctaédricas que se encontram na bentonite têm uma posição vaga nos octaedros porque uma das três posições octaédricas independentes simetricamente não é ocupada por cátions, o que resulta em um sítio vazio. A disposição dos grupos hidroxila na folha octaédrica relativamente a esta vacância define a configuração cis- ou trans- vazia.

2. A melhor prova de eficácia continua sendo in vivo

Experimentos in vitro têm sido desenvolvidos como uma forma eficaz de pré-seleção de agentes de adsorção antes dos testes em animais. No entanto, os resultados entre a eficácia in vitro e in vivo podem variar significativamente. Mesmo entre bentonitas com alta eficácia de adsorção in vitro, existem diferenças na eficácia in vivo indicando que os testes in vitro sozinhos não são adequados para a avaliação de adsorventes.

3. Somente um tipo de bentonita tem seu uso aprovado na União Europeia como adsorvente de micotoxinas

Atualmente, a bentonita 1m 558 foi aprovada como substância para redução dos problemas relacionados a contaminação por micotoxinas (aflatoxina B1) em rações animais para suínos, aves e ruminantes de acordo com a regulamentação da UE relativa aos aditivos para a alimentação animal. A aprovação baseia-se na segurança de utilização do produto e na comprovada eficácia de adsorção in vitro e in vivo para Aflatoxina.

Esta bentonita apresenta as seguintes características:
• Bentonita: ≥ 70% de esmectita (montmorilonite dioctaédrica)
• <10% de opala e feldspato
• <4% de quartzo e calcita
• Capacidade de ligação a Aflatoxina B1 acima de 90%

Ao atual nível de inclusão máxima recomendado desta bentonita na alimentação animal, a ligação de vitaminas e minerais é insignificante.

Anco team is growing with Marco Aurelio Nunes in LATAM

Marco Aurelio Nunes joins the ANCO team as technical sales manager for the Latin American markets. He has 22 years of production and commercial experience in the animal health and feed industry with a focus on the Latin American market. His previous roles included technical, sales and R&D positions.

In his new role, Marco will provide technical support to customers of ANCO products in Latin American markets, including Brazil.

Marco graduated from the University Estadual Paulista Julio de Mesquita Filho – Campus de Jaboticabal in Sao Paulo with a veterinary science degree.

The ANCO team will benefit from his technical expertise and is excited to gain his contribution to the growth of the business in Latin America.

Marco Aurelio Nunes comments on his new challenge: “I am looking forward to be part of the ANCO team and support animal and feed producers in the LATAM markets with the very interesting concept of Gut Agility.”